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Pfizer é multada em U$ 2,3 bilhões

Pfizer é multa em 2,3 bilhões de dolares por infringir as leis de mercado.

Pfizer é multada em 2,3 bilhões de dolares por infringir as leis de mercado.

Semana passada a Pfizer foi multada em U$ 2,3 bilhões por infringir as leis de mercado. Práticas abusivas, “propinas”, favores, todos os artifícios eram usados para turbinar as vendas da empresa. Partidas de golf, massagens, hospedagens em resorts e até mesmo prêmios em dinheiro eram dados para os médicos que receitavam medicamentos da Pfizer. Segundo a rede americana ABC News, o principal delator da Pfizer disse o seguinte em seu depoimento:

“Na Pfizer, eu tinha que aumentar o lucro a qualquer custo, ainda que vender significasse colocar vidas em risco. Eu não podia fazer isto.” – John Kopchinski, Representante de Vendas da Pfizer.

A Pfizer vendia qualidades que seus produtos não tinham e pediam que médicos os receitassem ainda que não tivessem relação com os sintomas apresentados. A droga mais favorecida por esta prática foi o analgésico Bextra, mas o mesmo modus operani foi usado em favor de outros medicamentos da compania como Viagra, Zoloft e Lipitor.

Esta não foi a primeira vez em que a Pfizer foi pega em uma conduta reprovável. Na verdade eles são reincidentes convictos, esta é 4 vez em que enfrentam acusações deste tipo perante o governo americano. A multa aplicada equivale a 4,8% do lucro total da Pfzer no ano passado, U$ 48 bilhões.

“Há uma mentalidade no setor farmacêutico que estes favores (presentes e pagamentos) são custos do negócio e que podem trapacear.”  – Bill Vaughn, analista da Consumers Union.

Cabe destacar no caso que a multa só foi possível graças a uma espécie de delação premiada. O representante de vendas que denunciou o caso, John Kopchinski, teve um bom incentivo para enfrentar a gigante farmacêutica.

John, que também é veterano da guerra do Golfo, levou para casa U$ 51,1 milhões. Outros denunciantes também ganharam parte do valor da multa como agradecimento pela sua contribuição.

Este é mais um caso que demonstra a falta de integridade e os conflitos da ética em grandes companias. Isto tudo incentivado por uma cultura de bônus e metas exageradas, que obrigam as pessoas a forçarem as vendas.

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Mais Multas

G1 > Economia e Negócios – NOTÍCIAS – Procon-SP multa 20 empresas por descumprir regras de telemarketing

O Procon de São Paulo multou 20 empresas por descumprirem as novas regras para o Serviço de Atendimento ao Consumidor nesta quinta-feira (30). Essas regras valem para empresas reguladas pelo poder público federal, como as de telefonia, TV paga e serviços financeiros, entre outras.

Só a Vivo e a Claro foram multadas em 3,2 milhões cada. A Telecom, TVA, Citicard, Ameplan, Amico, Itálica, Aviccena, Citibank, Banco Mercantil, Caixa Econômica Federal, Banco Ibi, Banco Gmac, Consortec, Allianz Seguros, Liberty Seguros, Marítima, Azul Linhas Aéreas e Expresso Brasileiro também sofreram com a canetada. O Valor total ultrapassa os 10 milhões de reais.

Na minha opinião, café-pequeno, eu acredito que as empresas gastariam muito mais do que isso para adequar suas operações ao nível exigido. Enquanto isso se o bolso deles aperta, sobra para nós clientes pagarmos.

Mais uma vez retornamos ao assunto dos SLAs em contratos de centros de teleatendimento, enquanto estes não forem revistos ou o valor das multas não aumentarem, podemos crer que tudo permanecerá como antes no quartel de Abrantes.

Terceirização em Massa

Petrobrás leva uma canetada de R$ 30 milhões por terceirizar demais.

Trabalho

A Justiça do Trabalho multou a Petrobras em R$ 30 milhões pela contratação de empregados terceirizados. O pedido foi da Procuradoria Regional do Trabalho da 1ª região, que alegou que a estatal mantém quase quatro vezes mais empregados terceirizados do que concursados. A decisão é da juíza Maria Letícia Gonçalves, da 69ª vara do Trabalho do Rio.

Fonte: www.migalhas.com.br 09/06/09.

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É curioso ver como as empresas ainda não aprenderam a lidar com a terceirização. No Brasil terceiriza-se tudo e a qualquer maneira. Os problemas advindos da prática, que venham depois. É pela sanha da redução de custo que a maior parte das empresas tercerizam (segundo pesquisa realizada pela CNI em março deste ano). Acontece que em muitos casos a redução dos custos não se passa de um castelo de areia. Castelo esse que desmorona quando o contrato é encerrado e aparecem as primeiras reclamações trabalhistas.

O que o empresário deve ter em mente quando terceiriza é a redução de custo através da performance do contrato. Ou seja, terceirizar para um empresa mais eficiente, com melhor tecnologia. Levar em conta somente o preço pode conduzir a resultadors catastróficos.

Além disso terceirizar não é abandonar, é necessário acompanhar de perto as empresas terceirazadas. Segundo a pesquisa citada 25% das empresas não fazem isso. Outra questão é se as 75% das empresas que dizem acompanharem fazem isso da maneira correta.

Este assunto voltará à tona aqui por diversas vezes, visto que os contratos de terceirização tem ganho grande importância na operação empresarial. Em breve vamos esquadrinhar esta sondagem feita pela CNI e traçar um cenário da terceirização baseado nela. Aguarde e se necessário, cobre.