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Inovação no Brasil, um desafio para todos

Inovar no Brasil pode parecer difícil, porém é uma questão de liderança e cultura.

Inovar no Brasil pode parecer difícil, porém é uma questão de liderança e cultura.

Como já postei aqui outras vezes, estamos em frente a um novo desafio para as empresas, a busca pela inovação. No Brasil este desafio é maior ainda. Segundo a última pesquisa GEM – Global Entrepreneurship Monitor, divulgada em março deste ano pelo Sebrae, apenas 0,6% das micros e pequenas empresas são inovadoras. O Brasil aparece como um dos últimos colocados no ranking de 43 países.

O resultado pode ter parte de sua culpa na forma que as relações sociais se estabelecem em nosso país. Quem diz isso é Paulo Benetti, consultor da empresa Inteligência Nacional. Segundo Benetti o fato de as relações sociais no Brasil serem autocráticas, significa que espera-se que ideias e respostas venham apenas dos líderes, de cima para baixo, inibindo a criatividade dos liderados.

“A criatividade está em todos nós, mas precisa ser estimulada. É importante que as empresas percebam que a inovação, a criatividade, dependem não apenas das pessoas, mas também de um ambiente que as estimule, de processos que as viabilize e da sua materialização em um resultado, um produto, uma ação” – Paulo Benetti

Isso se deve ao fato da maioria esmagadora das empresas se estruturar de maneira hierarquizada, vertical. Em organizações assim as pessoas costumam comportar-se de acordo com as normas estabelecidas, evitando situações de conflito. Já em organizações matriciais ou projetizadas, horizontais, o ambiente de trabalho acaba por favorecer a inovação.

Além disso na maior parte das vezes, as inovações acabam surgindo através dos colaboradores da empresa e dos clientes. Fato este que corrobora com a idéia da Inovação Colaborativa.

“Há setores em que 90% das melhores ideias vêm de clientes, o que revela a importância de programas que deem aos clientes oportunidades de se expressar e interagir com você.” – Benetti

Como se pode notar, Inovação é questão de liderança e cultura. É necessário que as empresas proporcionem um ambiente favorável a fim de que a inovação surja naturalmente. Ultimamente muitos esforços vem sendo empreendidos na área de inovação. A idéia é ampliar o número de empresas inovadoras para que o Brasil possa ganhar mais competitividade no mercado.

“Com incentivo, as micro e pequenas empresas inovadoras podem saltar das atuais 50 mil para 80 mil em dois anos” – Luiz Carlos Barboza, diretor-técnico do Sebrae Nacional.

E na sua empresa, inovação é apenas um termo em voga ou é uma realidade?

Caso queira conhecer as 8 lições chaves para a Inovação Colaborativa, veja este outro post.

Fontes:
dci.com.br
infomoney.com.br
GEM 2008 Global Report
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O papel da gestão de contratos na terceirização

Os contratos exercem um papel fundamental nos processos de Outsourcing.

Os contratos exercem um papel fundamental nos processos de Outsourcing.

É essencial o cuidado com os contratos na terceirização. Segunda a Sondagem Especial publicada pela CNI em abril de 2009, 54% das empresas pesquisadas terceirizavam seus serviços e 91% destas empresas consideram a redução de custos como fator determinante.

Porém muitas vezes aquilo que parece ser um grande negócio, torna-se um grande problema. Impostos não pagos, contratos de trabalho irregulares, falta de pagamento à sub-contratados, erros na execução do serviço, entre outros problemas, podem causar um grande prejuízo financeiro, processos judiciais, além de danos a imagem e a reputação da empresa contratante.

O contrato exerce um papel central na relação de terceirização. É ele o documento que formaliza o conjunto de regras entre as partes contratantes, por esse motivo ele deve ser gerenciado desde o momento em que é identificada a sua necessidade.

Durante a formalização do contrato muitos riscos podem ser mitigados. Análise dos possíveis fornecedores, definir SLAs, exigir documentos, condicionar pagamentos e termos contratuais definindo mecanismos de gestão do mesmo, são fatores positivos neste momento inicial. Após isso, acompanhar a entrega de serviço deste contrato e monitora-lo através de um sistema de gerenciamento, deverá contribuir para que os riscos reduzam drásticamente.

As empresas contratantes devem focar a redução de custo não somente por preço, mais sim por utilização de capacidade, práticas de engenharia, acesso a novas tecnologias e outros fatores que aumentem a performance do serviço terceirizado.

Além disso há uma pressão para que se se vote o projeto de Lei 4302/98. O presidente da CNI tenta reunir os envolvidos para chegar a um consenso sobre temas como responsabilidade solidária versus responsabilidade subsidiária. As consequências dessa regulamentação e das decisões tomadas no percursso da mesma, deverão alterar grande parte dos contratos de terceirização quando aprovadas.

Sendo assim podemos concluir que os administradores e gerentes de contrato terão bastante trabalho pela frente.

Fontes:
www.correiodatarde.com.br
www.cni.org.br
www.migalhas.com.br

Colaborar para Inovar

Colaboração é a chave para inovação e melhorias nos negócios.

Colaboração é a chave para inovação e melhorias nos negócios.

Tim Cummins, CEO da IACCM, publicou em seu blog Commitment Matters sobre o whitepaper lançado este mês pela Logica em parceria com a London School of Economics. “Step Change – Collaborating to Innovate” é o título do estudo conduzido pelo professor Leslie Willcocks e Andrew S. Craig. Os pesquisadores chegaram a uma conclusão que se mostra alinhada com as últimas pesquisas da IACCM. Eles concluiram que há um chamado para a mudança na forma de conduzir os contratos de outsourcing (terceirização).

Os pesquisadores identificaram uma curva de aprendizagem que passa pelas seguintes fases:

  1. Administração dos Contratos ou negatividade
  2. Gerenciamento dos Contratos
  3. Gerenciamento de Fornecedores
  4. Inovação Colaborativa

Para eles “novas formas de contratação são necessárias para a inovação colaborativa ter sucesso”. Em seu ponto de vista os contratos de parceiria de risco e risco-recompensa são as maneiras que mais incentivam a inovação, colaboração e de alto desempenho para atingir objetivos comuns.

Por fim os pesquisadores vêem oito lições chave para estes novos tempos:

  • A inovação é ainda mais importante em períodos de recessão econômica. Inovações podem ser mudanças nas operações de TI, processos de negócios, em produtos e serviços oferecidos, no modelo de negócios ou  como a empresa compete. Sobreviver e prosperar durante uma recessão exige uma mudança sustentável. Um foco na redução de custos por si só, ou mesmo a relação custo-benefício, resolve problemas de curto prazo, em detrimento da construção do futuro negócio.
  • Inovação com o uso de mercado de serviços externos é cada vez mais uma realidade. Clientes e fornecedores estão amadurecendo a sua capacidade de ir além das tradicionais relações de terceirização e construir o regime de colaboração necessárias para inovar. Isto significa que os clientes podem mudar de administração de contratos e gestão de outsourcing para uma nova fase de liderança colaborativa. Eles também podem desenvolver uma nova agenda de performance.
  • Inovação em grande escala, com impacto a longo prazo, requer a colaboração profunda com clientes e entre os seus fornecedores externos. Sem isso, inovação e o conseqüente desempenho elevado, não pode ser atingido.
  • Colaborar para inovar exige uma mudança radical nos objetivos perseguidos, nas relações com os fornecedores, e como o trabalho e a inovação é conduzida. Nosso estudo sugere distintas práticas profissionais eficazes para o sucesso. Estas práticas podem ser classificadas em um framework de quatro pontas: Liderança, Contratação, Organização e Comportamento.
  • A Liderança dá a forma no contexto de colaboração, inovação e alto desempenho e é um recurso-chave. A liderança lida com os desafios de adaptação e deve ser exercida em todos os níveis, em cada uma das partes colaboradoras. Liderança também muda a abordagem ao risco a fim de compartilhar, baixar o risco e gerir oportunidades.
  • Novas formas de contratação são necessárias para a inovação colaborativa ter sucesso. Contratos de parceria de risco e risco-recompensa são maneiras que incentivam a inovação, colaboração e o alto desempenho para atingir objetivos comuns.
  • Organizar-se para a inovação requer estruturas de governança co-gerenciadas e um maior trabalho em equipe multi-funcional entre as organizações e pessoas responsáveis pela obtenção de resultados. O trabalho em equipe exige agora a capacidade de colaborar na organização de um cliente, entre clientes e fornecedores e entre fornecedores em ambientes multi-fornecedores.
  • Liderança, contratação e organização são fatores que incentivam o Comportamento e permitem a empresa coletar uma entrega de desempenho de negócios superior. Inovação Colaborativa é mais efetiva quando ela gera profissionais de alto nível, é baseda competências e motivação de confiança entre as partes. A alta confiança é um componente chave e dá forma a colaboração, abertura, aprendizagem, adaptação, flexibilidade e  comportamentos interdependentes necessários.

E a sua empresa, está pronta para esse novo paradigma ou deixará ser passada para trás?

Contrato Incompleto = Problemas

Uma das grandes tarefas das pessoas envolvidas em contratos é o gerenciamento de riscos. Por sua vez um aspecto relevante dentro dos riscos é como tratar das incertezas. Muitas vezes buscamos mitigar a maioria dos riscos, no momento de formação do contrato, antecipando-se aos mesmos. Entretanto, hoje, com os avanços diários da tecnologia, mercado e outros fatores, esta tarefa mostra-se cada vez mais difícil.

Quantos de nós já não passamos pela situação onde um contrato inacabado é assinado, apenas para não perder o timing do negócio, e permanece imcompleto para sempre?

Hoje os contratos estão mais complexos do que nunca, cabe a eles permitir responder as diferenças de conhecimento e falta de previsibilidade do futuro pelas partes. Em áreas como outsourcing (terceirização de serviços) o desafio se mostra ainda maior. É de comum senso entre os academicos contratualistas de hoje que os acordos nunca serão completos, devendo ser revisados e alterados sempre que necessário.

Partindo destas premissas a IACCM (International Association for Contract & Commercial Management), conduziu uma pesquisa para avaliar como as empresas estão lidando com este desafio.

71% das empresas sondadas disseram que fecham ao menos 3 grandes contratos de outsourcing ou outros contratos complexos de longa duração durante um ano. Entretanto, apenas 43% das empresas disseram conseguir negociar de maneira completa e detalhada o contrato, antes de iniciar os serviços.

SLA (Service Level Agreement), responsabilidades e escopo foram os itens que as empresas relataram maior dificuldade de se entrar em acordo. Além disso as empresas reportam que, dos contratos assinados incompletos: 16% permanecem incompletos, 41% tentam completa-los sem prioridade e apenas 43% se dedica a completa-los com aditamentos formais na maior parte do tempo.

Como principal causa para continuar com contratos incompletos os seguintes fatores foram levantados: 32% falta de habilidade para as partes entrarem em acordo, 22% falta de informações para tomada de decisão, 19% decisão das partes por esperar a renovação contratual, 19% decisão de acertar os termos pendentes através de processos de governança e 8% deram outras justificativas.

Outro dado interessante é que 76% das empresas relataram que os contratos incompletos trouxeram problemas significativos. Inclusive, 6% deles precisaram recorrer a justiça ou arbitragem para resolver estes problemas. Além disso 50% das empresa revelaram ser o Departamento Jurídico o mais preocupado com os contratos incompletos.

Pesquisas como esta mostram, mais uma vez, a necessidade de se acompanhar todo ciclo de vida dos contratos (CLM). Apenas dessa forma é possível diminuir os problemas que podem originar-se dos acordos. Definir processos, planos e políticas para um gerenciamento contratual eficaz é essencial nesta abordagem. Cuidando de todo o ciclo de vida do contrato pode se evitar que ele seja assinado quando estiver incompleto ou ainda que ele não permaneça desta forma durante muito tempo. Uma solução simples, porém eficaz, é definir no próprio contrato incompleto prazos para quando os tópicos deverão ser fechados.

Fonte:
www.iaccm.com